quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Interferindo na interferência

Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010.
Em um auditório na rua 13 de Maio, centro de São Paulo, ouvindo uma palestra sobre intervenções em espaços públicos - a cidade como palco, como personagem, como dramaturgia.
Dentro da sala, uma ilustríssima arquiteta falava solenemente, Ouvi o pagode que acontecia em um boteco próximo, os fogos de artifício e pessoas passando na rua; e

assim a poesia me atravessou.

Com é bela a metalinguagem!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Projeto para uma psicologia não científica

Por que só existiria a ciência?

Psicologias estão fora da psicologia, fogem a ela.

As cercas da universidade se entrelaçam com arames da ciência.

HEREGES!

Psicologias fogem, aclamam o mundo dos humanos, do viver-pensar. E o movimento é coordenado:
Uma psicologia-errante recusa sua origem (mentira!) e a psicologia enclausurada se ressente, recusa a irmã desertada. Mas não é deserto, o campo é vasto e florido! Flores de pedra, madeira, fezes, sonhos, luz.

Uma errante logo se captura - misticismo, holismo, auto-ajuda; cada qual com seus termos, cada qual com seus novos irmãos, odiados, agora, pelos Capeletos. O errante novamente enclausurado.

As próprias linhas cartografadas, traçadas durante a fuga de Alcatraz, voltam de livre e espontânea vontade para sua cela, orgulhosa por perceber o mundo de fora, dizer que sabem dizer sobre ele. Voltou a ser objeto e não percebemos?Eu percebi.
A fala só é ouvida dentro? Os sons do mundo ensurdessem as falas matemáticas; "RÁPIDO, corram para dentro!" E a universidade aplaude, chorando de orgulho o filho prógido: O Cientista.

Será que ninguém "de fora" está interessado? Mas não importa, não satisfaz o ego da cerquinha psico-científica ser aclamada pela massa ignorante. Hollywood fede a coco, deve ser recalcada!

Há um espaço sem cercas?Não.
Mas cheio de peraltisses, uma delícia!
Por onde correm Clarices e Maurícios, Tolstóis e Zappas. Por onde corria Nietzsche - triste história, depois de sua morte mataram-no!

Talvez um entre cercas, entre grãos-de-cal das linhas de fundo, espaço interno às bombas de Na e K dos pseudópodos famintos das cercas. Ou nada disso. Um ovo, que não pode ser atualizado, está apenas como um quase-estar pois, a partir do ponto que está - não está mais!

Não é incapturável como O OVO, mas vive pouco em cativeiro, tempo imperceptível no relógio dos humanos. Então monte em suas costas, páginas, notas e permita que aconteça algo que nunca aconteceu antes e que só acontece enquanto ovo.

Os únicos conceitos que se aplicam ao ovo são aqueles que surgem quando o ovo foge ao espaço e tempo. O ex-ovo se traduz em conceitos.

A filosofia é criar conceitos, disse Deleuze, concordo, em toda repetição há mudança. Mas isso é pouco. Explicar é pouco, e explicar o que outros quiseram explicar com suas explicações mortas é ainda menos! No mínimo porque só é permitida a mudança da repetição dentro dos limites do pai Ciência.

Nesse sentido, penso que passou da hora do parricídio...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Google me!

Vinny Days está no mundo, se você procurar por mim, encontrará "Aproximadamente 6.670.000 resultados. (0,09 segundos)".

Ainda dizem que ando sumido...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Silêncio

Por que você foge do silêncio?

O que você projeta na tela em branco que não pode suportar?

Precisou achar um jeito de burlar as leis e regras para combater isso?

Medo?

Angústia?

Solidão?

O que você sentiu ao se deparar com o vazio?

E agora?

Vulnerável?

Tapeado?

Previsível?

As perguntas incomodam ainda mais?

Quer ao menos uma resposta?

Sacana

De cima do palquinho do anfiteatro da facul, num dia que a aula acabou mais cedo.
Comprei um hot pocket, pao de mel e guara viton e assisti House do meu note.
Agora furto a net do anfi e escrevo aqui, enquanto ouço minhas músicas e converso com meus amigos no msn...não posso deixar de me sentir um sacaninha!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Necessidade

"There's no such thing as coincidence in this world, only necessity and the inevitable."

Não encontrei o autor dessa sentença, se alguém souber; mas a questão aqui não é a autoria e sim o quanto é contrário ao meu pensamento tal afirmação. Sobre o inevitável e o caos penso que já decorri bastante, em pequenos mas concisos posts, blog afora. Hoje o que me pegou foi a necessidade (como o título já deve ter adiantado).

Essa frase é auto-explicativa do tipo de pensamento que levou a sua formulação, ela traz o limitante da vida, a inevitabilidade, mas isso já é clichê: de um lado "O Destino", de outro "O Caos" (Mesmo que não sejam idéias necessariamente antagônicas).
Presos dentro de nossos próprios destinos. blá blá blá! Ou marionetes nas mãos de uma aleatoriedade onipotente. blá blá blá! A única coisa inédita válida de ser mencionada aqui é que, pra mim, a única coisa inevitável no mundo é a própria aleatoriedade.

Agora a necessidade. Taí uma parte dessa frase que concordo! Quantas explicações científicas, religiosas, místicas, filosóficas, físicas, artísticas, biológicas não há sobre a vida? Seu porquê, motivo, causa?

É claro que em um dado momento alguém pensou pela primeira vez nessa questão (imagino que a pergunta deva ter sido mais um "será que tem" que um "qual é"), um movimento instituinte inovador.
Hoje em dia estamos cristalizados nessa questão como se ela fosse uma das mais óbvias verdades universais. Poucos conseguem transcender a essa idéia. Freud explica? Sim, é a necessidade de um pai onipotente que vá cuidar do desamparo (Mal-estar da civilização). Incorporamos a explicação das mais diversas áreas, cada qual com sua permissibilidade de ser arrebanhado, identificação com o grupo, ou qualquer outro motivo (tal como achar que uma teoria faz mais sentido que a outra).

A vida não pertence ao homem, é maior e o perpassa. a explicação sim, pertence a essa raçinha sem graça. Grande parte dos homens têm essa necessidade, vício, limitação, amarras.

domingo, 2 de maio de 2010

Eu acredito! - The Underdog!

The Underdog!

Os favoritos são covardes, em sua tentativa de manter seu favoritismo eles temem que apareça alguém que os supere. Sempre pensei isso, consequentemente, sempre me simpatizei pelos azarões, the underdogs!
Sim, os azarões querem se tornar favoritos também! Mas um bom azarão é aquele que corre atrás, que não sabe se posicionar no lugar de favorito. Aquele que quando está vencendo o favorito, caga no pau! Por isso o underdog tem que correr por trás, nos calcanhares, até a hora que passa! Aí é torcer pra não dar mais tempo do seu medo de ser favorito, fazer seu rendimento cair a ponto de seu devir underdog o derrotar.
Ficar como underdog sim! E ganhar como tal!
Ganhar como favorito é pros fracos! Qualquer um pode fazê-lo.
Ganhar como azarão é apenas para os true underdogs!
Porque apenas os underdogs podem cair em batalha e continuar lutando!