segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vinny Days, BABY!

Recentemente fui questionado sobre o porquê de me anunciar como Vinny Days, e não Vinicius Dias (como era meu nome de batizo).
Na hora que fui questionado nem liguei, achei que não era grande coisa. Apesar da importância que dou para o nome.
Talvez tenha sido exatamente por causa dessa importância que, posteriormente, o assunto voltou a pensar sobre mim; a conclusão que cheguei, em pleno Expresso Brasileiro, já chegando em Santo André, foi preciosa a tal ponto que a escrevo aqui:
Vinicius Dias foi o nome que meus pais me deram ao nascer. Vinny Days foi o que eu criei a partir daí.
Agradeço a eles por Vinicius, mas ele não existe mais, em seu lugar está Mr.Days. Esta que é minha criação da qual tenho mais orgulho, minha obra prima em progresso.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Castração Complexa

Talvez seja desnecessário iniciar esse texto apontando seu parentesco com o famoso complexo de castração de Freud, portanto iniciarei destacando suas diferenças;

A começar não falo em medo, em ameaça, falo na perda do falo de fato.
Essa perda não ocorre na infância, em geral, e sim na faixa entre os 20 e 30 anos. (Quando digo "em geral", quero dizer que ela pode ocorrer em qualquer estágio da vida, estou apenas destacando o período no qual mais vejo isso acontecer, mas ficará claro que isso também é, quase que exclusivamente, pela situação social em que me localizo).

A faixa dos 20 aos 30 anos é terrível! Tão terrível que pra sair dela muitos não veêm outra saída senão virar seus pais. Pronto, se essa é sua decisão, estás castrado!
Até sairmos no colégio sonhamos. Vamos ser engenheiros, médicos, advogados. Vamos sair aos sábados com a galera. A felicidade, que normalmente é acompanhada pela sensação de liberdade nos trai.

Primeiro, fazer a faculdade:
Missão terrível de conformidade com limites da chamada ciência, com os métodos, com as burocracias; se você quer ser alguém tem que fazer mestrado, pra isso tem que fazer IC, ou seja, não há espaço para criações em uma universidade, apenas para copiações, estuda-se o que já se sabe e o que não se sabe, recorta-se nos moldes que são aceitos. Mas aceitos por quem? Se aquilo é novidade como alguém pode saber como demarcar sua linguagem? Fingi-se o novo: Porque pesquisar o efeito de antidepressivos tricíclicos em ratos albinos é diferente do que em camundongos albinos. Quanta inovação, não?
E esse é o limite, a fronteira permitida. A grande questão castradora aqui é essa. Torne-se residente do território científico ou seja um pária acadêmico! É o nacionalismo fictício. Em uma nação inventada e formada excluvisamente por castrados castradores.

Uma alternativa? Jogar tudo isso para o alto! Graduar-se de maneira única, de maneira própria, seguindo seus conceitos ético-estéticos. Até o fim da faculdade incontáveis tentativas de passar a faca em seu pipi vão ocorrer, o mais triste, em geral são seus próprios amigos que tentam fazê-lo. Oras, nada mais justo, seu amigo que gosta de um bom laboratório, tem que trocar a serragem de ratos todo dia, passa fins de semana fazendo planílias sobre os resultados, tem todo o trabalho que sabemos que de fato a ciência exige do cientista. De repente ele olha pra você: feliz?! Como pode? Você consegue ir à praia e ainda assim tira boas notas, acompanha as matérias apesar de faltar quase que metade das aulas? E o esforço dele? De que valeu tudo aquilo? Ele precisa de garantias! Então fazem congressos para mostrar seu valor uns para os outros. E no fim de tudo perguntam "e ae, como andam as coisas na faculdade?". Quer uma tentativa maior de castração que essa?

Se você ainda conseguiu superar tudo isso vem a mais óbvia de todas, que engloba não só os universitários, mas todos, de uma forma ou de outra: o dinheiro!
Adolescentes de uma forma ou de outra querem uma liberdade, que não é possível, até mesmo pela impossibilidade de dirigir um carro ou moto até os 18. Então esperamos...ansiosamente...pelo dia que poderemos fazer o que quisermos!
Não não. Não pode!
Não é a toa que seus pais são infelizes, que eles não tem vida, que parecem apenas estar sentados, deitados, esperando a morte chegar. Eles foram castrados!
Não vou me extender nessa explicação pois ela é tão difundida que chega a ser clichê.
Para ser livre precisa de $ -> para ter $ precisa trabalhar -> trabalhar consome todo o tempo e energia que uma pessoa comum está disposta a gastar.

Solução?
A busca por uma solução deve ser o maior obetivo de uma vida, principalmente se você tem entre 20 e 30, pois o que tenho observado é: se até os 30 você não achou a tal solução, a tendência é parar de buscar. Sabe, isso cansa!
Nadar contra a maré.
Pensar, ao invés de obedecer.
Ser diferente, invoar, criar.
Ser motivo de piadas omissas.

Quem sabe os falo ainda não se juntem. Não para algo em específico, mas para se potencializar e realizar sua acesse sobre as guilhotinas que tanto querem suas glandes.
Assim, os párias não precisariam andar com suas cabeças baixas e seus olhos cansados. A menos que queiram.

Hexapode

Como podem existir tais criaturas?
Tão solicitas a nos dar carinho,
talvez a único coisa que realmente os aborreça seja a impossibilidade de fazê-lo.
Como pode?
E o sentimento de tentar levar vantagem? De parecer mais que os outros? De exclusividade?
Eles, essas criaturas, não. Pra elas, a única coisa que basta é ser dois; seis pernas lado a lado.
É assim que eles vivem.
Isso sim que é vida!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A supercâmera

Hoje minha caneta caiu em câmera lenta. Era uma BIC, normal.
A visão se localizava à direita e abaixo de minha carteira,
mirava-se para cima, tinha meu corpo desfocalizado e acompanhava a caneta em sua trajetória até o chão.

A sala desfez-se em silêncio, um silêncio também desfocalizado,
já a caneta fazia um inaudível escândalo de cortar o ar; desajeitadamente.
Bateu no chão. Demorou mais tempo que o esperado para parar, afinal, estava em slowmotion.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O começo

O começo é um gênio à frente de seu tempo. Muito frequentemente mal-entendido.
Quando estamos no começo; não podemos esperar pra perder a insegurança. Ou mesmo não nos damos muita conta que ESTAMOS no começo.
Até o começo virar outra coisa. Quando isso acontece: "Nossa, lembra do começo? Não era tudo melhor no começo?"
É como envelhecer; começamos com "nossa, que saudades da minha infância!"
Pensando na infância como o começo da vida.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Odeio previsões.

É raro me ouvir dizer que odeio algo, se tem algo de que não gosto: não falo.
Mas tem algo em relação às previsões que me irritam de tal maneira!
Provavelmente a forma como tentar limitar as potencialidades humanas. Ou como falam de um fatalismo o qual mexe com minha "síndrome de onipotência".

Um astrólogo que eu conheço diria:
"Síndrome de onipotência? O que mais poderíamos esperar de um leonino?"
Uma pessoa mais velha que eu conheço diria:
"É, quando eu tinha sua idade eu também achava que podia controlar tudo."
Uma pessoa pessimista e metida que conheço diria:
"Mano, é assim mesmo. Tem um monte de gente pensando assim."
Um comunista que eu conheço diria:
"Tem gente que acha mesmo que é melhor que os outros, né?"

O que não teria problema, se essas não fossem as pessoas que circundam a minha vida.
Não quero que ela seja prevista por "especialistas" no que o futuro reserva.
Por que esse especialista não pode ser o futuro?
Pelo que me parece, essas pessoas querem se proteger do futuro, me levando de testemunhas que elas avisaram quando a vida passar por cima delas. Por medo de ser pego desprevinido, elas preferem se entregar.
Bom, que pena!
Eu me nego!
E se você for esperto, leitor, vai fazer o que melhor lhe parecer!
É isso mesmo, o que lhe der na telha!
(Para falar em bom português).

Mas o pior ainda é a previsão de caráter!
Enoja-me!
"Seu pai era igualzinho você quando era mais novo".
Bom, problema dele; que se tornou quem é.
E de quem ele enganou quando mais novo.
Eu vou virar ele?
Acho muito pouco provável. Se acontecer: Obrigado por ter me zicado!

Even if...

I'll seek happines,
my happines, not the one sold in boxes
But if necessary, the one sold in boxes.
For I must find happines,
Even if that means less than hers.

How to do so? When one can see she's happy!
Can she see I'm happy too?
Even if less than her.

Less is such a strong word, specially when it describes
happiness, or the lack of it.
The world tells us,
'don't compare yourself to other people'.
I give them credit when it comes to not understanding the wholeness of one's being, but, screw them! For we must do what we must, to live with some peace of mind.
(Once again I glorify relativity).
For just one without peace of mind to understand what it's like to seek for it.
Even if she has already found it.

But what can I do? She's, therefore, not here!
And if the other, that's also not here, is what I need?
For she seems here... and real...
Hence, she's my happines, and just like it too.
Even if invisible.

She has found herself another life
In which there's no space nor need of me.
And all I have left is a space and need and no life of hers.
So, I seek peace of mind,
Even if less than hers.

In that picture:
Life.
Now:
Ilusions, mirages, numbness.
I need that picture
Even if it is less than her.

Maybe I'll find somehow, someway.
And it will not require her,
nor her approval,
and it might grow, grow, grow... grow.
And overcome her.
The shadow to cover her; that will be my oasis.
My resting shadow, the water in a wasteland of sunk dreams.
Who knows how she'll be? Or me?
And then, maybe, I'll even find a way to be happy.
Maybe more than her.

Even if less than her.